Diversas famílias levam as crianças para se divertirem ao ar livre e pertinho de casa, após as reformas das praças de Salvador. Quase 400 espaços de convivência e lazer foram construídos ou requalificados pela Prefeitura, desde 2013, e a nova configuração desses equipamentos públicos dá o ar de um verdadeiro playground, além de garantir aos cidadãos a diversão dos filhos sem grandes custos e, claro, estimular o contato com outras crianças.
Além dos brinquedos e espaços para o público infantil, as praças são adaptadas com rampas, piso tátil e brinquedos com acessibilidade, contribuindo com a inclusão das crianças com deficiências em parques infantis. Nos espaços, os pequenos contam com novidades como a Casa de Tarzan, o Parque dos Dinossauros e o Espaço Games. “Fazemos a criança se sentir acolhida no espaço público, onde há espaços para todos os tipos de pessoas”, pontua o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Desal), Marcílio Bastos.
Praças – Distribuídos nos 163 bairros de Salvador, os equipamentos são desenvolvidos e fabricados pela própria Desal, vinculada à Secretaria Municipal de Manutenção (Seman), diminuindo custo e tempo e facilitando a manutenção das praças. Dentre as maiores estão a Lord Cochrane (Avenida Garibaldi), dos Dendezeiros (Ribeira), Benjoim (Caminho das Árvores), ACM (São Caetano), Largo do Tanque, Rotatória de São Marcos (São Marcos) e da Bíblia (Avenida Ogunjá). Até o final deste ano, outras 40 praças serão inauguradas após construção ou requalificação.
A maior praça municipal de Salvador, com 37 mil m², é a João Mangabeira, nos Barris. Inaugurada em março de 2017, lá é possível encontrar uma grande movimentação de crianças e adolescentes. Beneficiado com trabalho de paisagismo, o local tem como diferencial as áreas para piquenique e gastronomia, além de quadra poliesportiva e um campo de futebol com vestiário, que costuma receber crianças de escolinhas de futebol para campeonatos e treinos.
Pelo menos 80% das praças construídas ou requalificadas pela Desal estão em bairros carentes. Os espaços de lazer têm sido requalificados levando em consideração a história e características de cada comunidade.
A Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (DESAL) através do Secretário Marcílio Bastos, prestou entrevista exclusiva para a Revista Giro, confira na íntegra:
DELTA: Em quanto tempo começa a haver necessidade de requalificação dos equipamentos das praças?
Dependendo do tipo de uso dos equipamentos, mas as praças são vistoriadas a cada 30 dias.
DELTA: Quais as principais dificuldades para a manutenção das praças?
A Desal tem algumas dificuldades, a primeira é o alto índice de vandalismo, o uso inadequado dos equipamentos e por desgastes natural, mas vale lembrar que as praças passam por manutenção trimestrais.
DELTA: Em média, quanto é gasto para a construção de uma nova praça? E para a requalificação?
Uma praça, dependendo do tamanho fica em torno 60 mil reais, isso inclui parte obra, equipamentos, iluminação, paisagismo e comunicação. A requalificação depende do grau de vandalismo ocorrido no equipamento, sobre o mau uso e desgaste natural, é um custo normal de manutenção em torno de 2% do valor do equipamento.
DELTA: Qual a importância da requalificação e manutenção das praças públicas para a população de Salvador?
A Desal, através do programa eu curto a minha praça criou um sistema de manutenção e requalificação de equipamento que vistoria cerca de 25 praças por mês, nestas ações, são detectadas as necessidades de urgência ou emergência e automaticamente são feitas as adequações, é importante que o equipamento esteja em um bom estado para melhorar a autoestima da comunidade e a prefeitura saber que está zelando e cuidando bem dos seus municípios, além de uma boa impressão para os passantes ou turistas, antes de mais nada, é o senso de responsabilidade com a coisa pública, trabalhando com responsabilidade com o dinheiro público.
DELTA: Existem dados sobre a quantidade de casos de vandalismo para com os equipamentos e os brinquedos das praças?
Sim, desde 2013 que a Desal vem confrontando reformas e requalificações com o vandalismo, nos últimos 3 anos foram gastos cerca 650 mil reais só para refazer ações de vandalismo, com isso, a Desal passou a usar novas tecnologias, modificando equipamentos, dando mais durabilidade e resistência com novas técnicas de construção, instalação e pintura, neste ano hoje já foram gastos cerca 70 mil reais conter o vandalismo, a nova preocupação é desenvolver uma espécie de tinta ou resina para conter a pichação que é um mal presente nos equipamentos e praças de Salvador.
DELTA: A prefeitura ou a Desal possui uma estimativa de quantas pessoas frequentam as praças públicas?
Estamos com um estudo em curso, e que deve ser concluído no começo de 2019, a estimativa é de que passe pela praça em média geral 240 pessoas por dia, tirando os finais de semana e feriados. Exemplos: A Praça ACM em São Caetano tem uma média diária de 4 mil pessoas, já a praça Lord Cochrane, na Av. Garibaldi, foi detectado uma média diária de 1.200 pessoas desde a sua inauguração. São equipamentos diferentes, São Caetano tem uma média maior por ser uma praça de bairro, já a Lord é um equipamento de passagem.
DELTA: Como incentivar as famílias a frequentarem mais as praças?
A Desal, por meio do setor de comunicação exerce um padrão para cada tipo de bairro, nos mais populosos são feitas ações junto com as prefeituras bairros e a Ouvidoria Geral do município com campanhas educacionais, de corpo a corpo, porta em porta e campanhas de comunicação no próprio equipamento.

