A sensação de insegurança, principalmente em países subdesenvolvidos, como o Brasil, acarretou o surgimento de grupos decididos a realizarem o combate a supostos criminosos. No que concerne à erradicação da violência, a ação dos justiceiros mostra-se inconstitucional, um ferimento aos direitos humanos e ineficaz a melhoria da segurança pública.
Esse ato de "fazer justiça com as próprias mãos" remete desde o processo de criação das primeiras leis escritas, como o Código de Hamurabi e todas outras leis inspiradas na lei de Talião. Contudo, mesmo no século XXI, muitos países subdesenvolvidos, ainda não possuem medidas estatais para resolver a violência em seu surgimento. Com a aparição desses grupos de pessoas, que atendem pelo nome de justiceiros e possuem atitudes como linchar suspeitos de crimes (inclusive de crimes não hediondos, como furto), entrou em voga a discussão do que é justiça e quem ela atende. Afinal, linchadores já afirmaram que "não acham que cometerem crime" como saiu na matéria do oul notícias.Foi constatado também o fato de a resposta violenta não resolver o alto índice de criminalidade; portanto, combater o crime de forma criminosa, é ineficaz. Um exemplo atual é o caso de Cleidenilson Pereira da Silva, o qual acusado de roubo, foi linchado até a morte. Essa ação dos "justiceiros" chocou a população e evidenciou a incoerência dos que pretendem combater a violência, usando a mesma.
Vale ressaltar que os denominados "Justiceiros" não levam em consideração o fator determinante que levam o suspeito a cometer o crime: a situação -fome, aliciamento, falta de escolaridade, não aceitação no mercado de trabalho e outros. Portanto, sentenciá-los a morte não é resolução prática do problema, já que a falta de condições básicas de vida afetam uma parcela da população e não o individual. Por consequência, a resposta estaria no investimento maciço na melhoria da qualidade de vida do contingente populacional em estado de pobreza, ou seja, investir no assistencialismo.
Portanto, é de extrema importância haver investimentos, por parte do Governo Federal, nos fatores básicos os quais atendem os pré-requisitos da qualidade de vida, com foco em educação, permitindo solidez na disputa no mercado de trabalho, dessa forma garantindo outras opções de sobrevivência não propiciando a entrada e a permanência de se encontrar à margem da lei. Se ocorrido o crime, garantir que o recluso tenha acesso à medidas socioeducativas, para prevenir a não reincidência do crime, inclusive atendendo ao acompanhamento psicológico, para o indivíduo ser devidamente reintegrado a sociedade. É imprescindível, também, erradicar as ações dos justiceiros, com maior comprometimento nas investigações e punições, garantindo que não haja impunidade para crime algum - incluindo os crimes ditos em nome da "Justiça" seletiva, a qual não atende o suspeito marginal pobre, mas atende o criminoso linchador dele.

