Intolerância é incabível - DELTA | Cultura online

Intolerância é incabível

Share This

Após diversas manifestações – feministas, legalização do casamento homossexual, movimentos negros e outros– percebe-se a constatação que independente das diferenças todos são (ou deveriam ser) constitucionalmente iguais e merecedores do respeito populacional. A maioria de uma determinada civilização estabelece um “diferente” e este despertará o ódio dos intolerantes, muitas vezes ocasionando situações de violência e até assassinato.
Sobre assassinatos, segundo Grupo Gay da Bahia (GGB) o brasil lidera ranking de violência contra homossexuais, eles constataram que destes um é morto a cada 28 horas. O Brasil também é o líder de assassinatos de transexuais, segundo relatório da ONG internacional Transgender Europe. De acordo com um ranking mundial feito pela International Lesbian and Gay Association (ILGA), no ano passado, o Brasil foi responsável por 44% das mortes de LGBTs em todo o mundo. Esses dados mostram o quanto a intolerância precisa ser extinguida, afinal destaca-se a relação de mortes de uma minoria com um sistema conhecido mundialmente o qual possuía esses ideais: o nazismo.
Os LGBTs não são as únicas vítimas de perseguição, um relatório sobre intolerância religiosa divulgado pela Fundação para a Análise e Estudos Sociais (FAES) apresentou um dado alarmante: mais de 20 cristãos morrem diariamente vítimas de perseguição por outros grupos religiosos. A intolerância tem se tornado cada vez mais alarmante. Zilda Marcia Gríciole, diretora-executiva do Laboratório de Estudos da intolerância da Universidade de São Paulo destaca quando a cultura se apropria da negação do outro é necessária uma intervenção, sendo essa austeridade política, religiosa, cultural e sexual. Destacou também a ocorrência ao que nomeou de “tolerância ao intolerável” como prostituição infantil e portanto há uma necessidade de reformulação da cultura.

Por conseguinte, para e exclusão da intolerância é necessária uma transformação da cultura, desde a raiz. Por parte do governo, seria necessário um investimento pesado em publicidade tratando da tolerância e mudanças nas redes de ensino para as crianças já crescerem sem a ideia de “minorias”e “inferioridade”. É necessário também disseminar informações para desconstruir ideias já formadas de adultos intolerantes através de seminários, programas em meios de comunicação, palestras, peças, usar exemplos de países onde houve real queda da intolerância entre outros. Para assim, aos poucos mudar a concepção de cada cidadão a respeito das diferenças. 

Matérias mais lidas

Confira como está o trânsito nas principais vias da cidade

Pages