Intrínsecos em uma realidade
virtual, com o advento da globalização, percebe-se uma diminuição
exponencial nas relações humanas, considerando o contato físico. O próprio
significado desta convivência foi substituído pelo ato de comunicar-se pela
internet. Estudiosos ao redor do mundo preocupam-se é com as consequências que
a falta de interação pode trazer para a vida dos indivíduos.
Duas pessoas próximas agora podem
colocar o assunto em dia por meio das redes sociais. Se encontrar para
conversar tem se tornado cada vez mais raro. Alguns casais tem se preocupado
mais em postar fotos do que sair do mundo virtual e ter verdadeiros encontros –palavra
quase desconhecida por essa geração.
Essa necessidade de mostrar uma
felicidade estável e duradoura é uma das ferramentas de uma pessoa narcisista
preocupada com sua imagem, mas declarar essa alegria virtual acaba falseando a visão
de muitos, dificultando a busca por uma vida realmente saudável.
O mundo globalizado já percebe o
quanto a impessoalidade está abrangindo as pessoas. A renomada escritora Martha
Medeiros com seu texto “posto, logo existo” aborda a necessidade mundial de
desacelerar o tempo de pessoas na internet e por passarem muito tempo conectadas,
estão desprezando outros hábitos. Na Ásia aumenta número de centros para
viciados em internet. Como reportou a colunista citada “é uma solidão disfarçada
de interação”.
É importante, portanto, os países
tomarem atitudes para desconectar as pessoas e investirem em ambientes de lazer
gerando mais oportunidades de haver real interação. É preciso divulgar como o
isolamento social prejudica o indivíduo para que a população volte a buscar o
contato físico.

